AFB e Flávio Moreno defendem a concessão do Nobel da Paz para Bombeiros de Brumadinho

Os Bombeiros de Brumadinho são heróis nacional. Merecem o mais alto grau de honraria da pátria. Como o Brasil nunca ganhou um Prêmio Nobel da Paz, apoiamos a concessão pelo merecido trabalho abnegado e de alto risco desses profissionais. Essa premiação seria uma forma de reconhecer o trabalho e honraria todos Bombeiros, profissionais da defesa civil e segurança do país. Estaremos defendendo em outras instâncias essa premiação, diz Flávio Moreno, Policial Federal, Coordenador Nacional dos Agentes Federais do Brasil e Presidente do PSL Alagoas.

Sobe para 201 o número de mortos identificados no desastre da Vale em Brumadinho. Ainda existem 106 corpos desaparecidos e o trabalho dos Bombeiros, defesa civil e profissionais da segurança continuam.

 A premiação tem por objetivo premiar pessoas que, durante o ano decorrido, tenham prestado os maiores serviços à humanidade. Esperamos que tragédias como essas não ocorram mais, nem no Brasil e em outro país. E que ano que vem, os Bombeiros de Brumadinho sejam os indicados ao Prêmio Nobel.

Foram esses bombeiros anônimos, mal pagos, que não hesitaram em arriscar a própria vida para salvar a dos outros”, escreveu Juan Arias, jornalista espanhol que defende também o Prêmio Nobel para esses heróis.

 “Esses bombeiros fizeram de suas mãos, mergulhadas na lama mortal, um instrumento de paz e de esperança de poder encontrar vida”.

Com essas palavras o colunista Juan Arias, do jornal espanhol El Pais, justifica também o motivo pelo qual os bombeiros que atuam em Brumadinho, Minas Gerais, devem ganhar o Nobel da Paz.

Há mais de 45 dias da tragédia, os profissionais trabalham exaustivamente no resgate das mais de 300 vítimas da tragédia da Vale, que aconteceu no último dia 25 de janeiro, quando uma barragem da mineradora se rompeu.

“O Brasil nunca ganhou o Nobel em nada. Na América Latina, a Argentina tem cinco, o México três, a Colômbia dois, a Guatemala dois, assim como o Chile, e a Venezuela e o Peru um cada. O Brasil, que é o coração econômico do continente, nunca foi premiado em nenhum campo com o maior galardão do mundo”, escreve.

Para o colunista, de 86 anos e que trabalha há 61 anos como jornalista, “foram esses bombeiros anônimos, mal pagos, que não hesitaram em arriscar a própria vida para salvar a dos outros, que nos ofereceram um pouco de oxigênio quando começávamos a desconfiar de tudo e de todos”.

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