CORONAVÍRUS: Flávio Moreno diz que faltam entre 6.400 a 10.000 leitos de internação em Alagoas e cobra o poder público no enfrentamento da crise

Diante o eminente risco da pandemia do coronavírus em Maceió e Alagoas, o Policial Federal Flávio Moreno preocupado com a falta de leitos, para atender o padrão da OMS, cobra a implantação urgente de no mínimo 6400 leitos de internação e UTIs à Prefeitura de Maceió, ao Governo do Estado e ao Governo Federal. Com o advento do SUS, a responsabilidade primária é da Prefeitura e do Governo do Estado. Na Itália, por falta de leitos, cidades já anunciam que pacientes acima de 80 anos serão deixados sem UTI, ou seja: morrer.

O número total de leitos para internação em estabelecimentos de saúde na esfera pública são reduzidos. Em Maceió é de apenas 778 leitos, sendo 178 no âmbito federal, 590 na esfera estadual e apenas 10 da prefeitura, conforme dados do IBGE. Mesmo com alguns novos leitos sendo criados, a falta é preocupante. É um absurdo. A Itália que é primeiro mundo vive um colapso. É preciso mais responsabilidade do poder público. Os casos de suspeitos em Alagoas duplicaram em menos de 24h.

.

Até o General Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, está com Covid-19. A União Europeia fechou pela primeira vez na história suas fronteiras, nem na segunda guerra mundial ocorreu isso. A situação não é de pânico, mas é gravíssima, a prevenção e preparo é fundamental, diz Moreno.

O setor privado tem 2290 leitos.

O índice preconizado pela OMS é de 3 a 5 leitos para cada mil habitantes. Por esse índice Alagoas deveria ter entre 9.900 a 16.875 leitos. Ou seja, temos um déficit entre 6.400 a 10 mil leitos. Japão e Alemanha, por exemplo, tem média de 13,7 e 8,2 leitos para 1000 habitantes, respectivamente. Nos Estados Unidos a média é de 3 leitos para mil habitantes.

De acordo com a CNM, há dez anos, haviam 6.146 leitos para atender 3.127.557 alagoanos pelo sistema. Em 2018, as unidades de saúde passaram a contar com um total de 6.424 leitos, representando um crescimento de 4%.

Entretanto, a população alagoana cresceu 8% e passou a contabilizar 3.375.823 pessoas, em 2018.

Quando se fala em UTIs, a situação é mais grave. Segundo os dados divulgados no dia 12/09/2018, em Maceió, para uma população total de 1.021.709 habitantes são disponibilizados pelo SUS apenas 149 leitos de UTI , o que dá uma média de 1,46 leito/SUS por 10.000 habitantes. Já os 293.353 usuários de planos de saúde têm à sua disposição 142 leitos, o que representa 4,84 leitos por 10.000 habitantes .

A pesquisa revelou também que para atender aos 3.375.823 de alagoanos o SUS disponibiliza na totalidade 491 leitos de UTI, sendo que apenas 292 são disponibilizados para pacientes do SUS.

Ou seja, mais de 80% da população que depende do serviço público de saúde não tem leitos de internação nem na capital, nem no interior suficientes para a realidade atual, onde o caos já impera em Maceió e toda Alagoas, muito menos para os efeitos da pandemia.

Com o avanço do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, o Ministério da Saúde anunciou recomendações que as autoridades e a população em geral devem adotar de agora em diante. Destacam-se o isolamento domiciliar de todo viajante internacional que retornar ao Brasil e o cancelamento ou adiamento de grandes eventos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here