De escândalo em escândalo

A Justiça do Distrito Federal determinou a retomada dos processos da Caixa de Pandora que citam o ex-governador José Roberto Arruda. A operação, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a suposta distribuição de recursos ilegais à base aliada do Governo do Distrito Federal, é apenas mais uma das polêmicas do passado envolvendo o político.

Arruda, quando foi líder do governo no Senado também esteve envolvido no Escândalo da Quebra do Sigilo do Painel no Senado, na época da votação da cassação do mandato de Luiz Estevão, mas renunciou ao seu próprio mandato para evitar ser cassado.

Com relação ao suposto esquema do mensalão do DEM de Brasília com envolvimento de deputados distritais, do então governador Arruda e do vice dele, Paulo Octavio e de outros integrantes do GDF, Arruda sempre negou  participação com o esquema de propina investigado.

No entanto, Arruda foi preso preventivamente. O procurador-geral da República nesse momento, Roberto Gurgel, chegou a protocolar pedido de intervenção federal no Distrito Federal, alegando que grande parte dos deputados distritais estaria envolvida em uma verdadeira organização criminosa no governo do Distrito Federal com indícios fortíssimos de um esquema de apropriação de recursos públicos.

Como reação popular à época, houve o Movimento Brasília Limpa, liderado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) e outros grupos organizados, que realizou atos demonstrando a intolerância da população local contra os escândalos de corrupção que atingiram o governo do Distrito Federal. Outra reação foi o Movimento Fora Arruda e toda a Máfia, formado por grupos de jovens que se uniram para organizar manifestações e atos públicos exigindo a saída do então Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do Vice-Governador, Paulo Octávio, e dos deputados distritais envolvidos nas denúncias do Mensalão do Distrito Federal.

Hoje, Arruda lembrou em nota para a imprensa que muitos candidatos ao DF são seus amigos. Citou o deputado federal Alberto Fraga, seu antigo secretário de Transporte; o deputado federal Izalci Lucas, que  foi secretário de Tecnologia; Eliane Pedrosa, secretária de Ação Social; Alírio Neto, secretário de Justiça. Paulo Otávio foi seu vice, Rogério Rosso presidente da Codeplan, Tadeu e Rôney também trabalharam com o Arruda. Todos são amigos do “Rei” e segundo ele, ajudaram a governar e fazer cerca de duas mil obras.

Caros eleitores do Distrito Federal, antes de votar verifiquem os antecedentes de seus candidatos, em especial aqueles que já exerceram cargos públicos. Não eleja políticos condenados e na dúvida, também não eleja os que estão sob investigação. Com certeza, há outros nomes, pessoas com passado honesto e trabalhador, para que seja possível uma renovação na velha política do DF.

 

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