Flávio Moreno reúne-se com concursados e denúncia: “os governos anteriores deixaram propositalmente um déficit de 4 mil cargos vagos de Policiais Federais no Brasil”

O prejuízo financeiro ao país é sem precedentes. Desde 2012, travamos uma guerra diária pelo fortalecimento dos Policiais Federais e combate à corrupção, denuncio a falta de efetivo, de reestruturação e o ataque aos Policiais Federais, a principal força de inteligência policial de natureza civil do país. Levarei essa pauta pessoalmente ao Governo Federal. Os últimos governos abandonaram os Policiais Federais a própria sorte, são 4 mil cargos vagos, é a pior crise de efetivo da história. Precisamos preencher essas vagas urgentemente. Bilhões de reais são perdidos todos os anos por isso. O apoio da população é fundamental para revertermos isso. Diz, Flávio Moreno, Presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas e Agentes Federais do Brasil, com mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais.

O Policial Federal continua: “promoveram o esvaziamento e desestruturação da carreira propositalmente para que não combatêssemos de forma eficaz o contrabando, o tráfico de drogas, o crime organizado, a corrupção e os demais crimes de competência federal que assolam o país, da fronteira às cidades rurais e urbanas. Como exemplo, com leis permissivas e o abandono ou a política de faz de contas, os aliados do Foro de São Paulo infiltrados no Governo Federal permitiram que virássemos em quase 2 décadas, o maior consumidor de crack, cocaína e a maior rota mundial de tráfico de drogas, em benefício aos países produtores aliados, além de um celeiro da corrupção mundial, vide a Lava Jato. Organizações criminosas comandavam o país. Apesar do trabalho heróico em centenas de operações dos Policiais Federais, a demanda por combate à criminalidade e corrupção é crescente, é gigantesca. São mais de 100 mil investigações pendentes, não concluídas. Os prejuízos financeiros ao país são incalculáveis. A desconcentração de poder e descentralização de competências entre os cargos, numa carreira meritocrática, urge também. Precisamos lembrar que o Policial por inúmeros motivos tem uma vida ativa produtiva mais curta.”

Por exemplo, o crime organizado instalado no país e os países produtores de drogas pertencentes ao Foro de São Paulo agradeceram por muitos anos a benevolência estatal dos governos aliados, o abandono do policiamento federal fronteiriço, aeroportuário e marítimo. Agora, acabou. O novo governo tem como uma das prioridades o combate às organizações criminosas. O caos na segurança pública e corrupção não acontecem à toa. São pré-requisitos para subversão que antecedem a implantação do comunismo. Os Agentes Federais são a principal força de inteligência policial de natureza civil de amplitude nacional, a falta de 4 mil profissionais provoca um vácuo no combate ao crime organizado e de competência da PF no país. Um bom profissional demora anos para se formar, perdê-los sem reposição governamental chega a ser um ato equivalente ao criminoso contra o país, as famílias brasileiras que sofrem com a violência, a corrupção e crime organizado. É matar por inanição. O que os Policiais Federais fazem na Lava Jato e outras operações são atos de heroísmo pelo país. A Reestruturação e preenchimento das vagas caminham juntos. As atribuições legais e a Lei Orgânica foram esquecidas propositalmente pelos últimos governos. Idem, foi incentivado a divisão interna, na velha tática de guerra: dividir para governar. Precisamos do apoio da sociedade. Continua, Moreno.

Nossas fronteiras, o policiamento marítimo, terrestre, ambiental, aeroportuário, os crimes de competência da Polícia Federal por falta de efetivo e estrutura eficiente foram prejudicados nos últimos anos. As operações de combate à entrada de drogas, armas, contrabando, COBRA (Brasil – Colômbia), VEBRA (Brasil – Venezuela), PEBRA (Brasil – Peru), Roosevelt, varias na Amazônia foram abandonadas pelos últimos governos. As pendências de investigações se acumularam, também. A área ostensiva e investigativa sofreu represamento. Desde 2012, denunciamos isso, juntamente com o movimento nacional dos Agentes Federais por reestruturação e fortalecimento do órgão e a Federação Nacional dos Policiais Federais.

Em reunião com concursados de 2018, no dia 8, o Policial Federal Flávio Moreno, que também é Presidente do PSL do Estado de Alagoas, disse que estará levando essa pauta para o Ministro Sérgio Moro e o Governo Federal do Bolsonaro.

O combate a corrupção, as organizações criminosas e violência são prioridade do Governo Bolsonaro. Apesar de crescer em importância e atribuições, a Polícia Federal vivenciou nos últimos ano a sua pior crise de falta de efetivo. Atualmente, há mais de 4 mil cargos vagos. Precisamos repor imediatamente com os aprovados do concurso de 2018 e fazer novos concursos. É uma questão de soberania estatal, conclui Flávio Moreno.

A convocação dos aproximadamente 1000 aprovados do concurso de 2018 e a realização posterior de novo concurso, também vai ao encontro de uma das principais pautas do novo Governo Federal, que é a segurança pública. Afinal, a Presidência da República e o Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP) já se posicionaram pela imprescindibilidade do fortalecimento da Polícia Federal, com a atuação firme nas fronteiras e no combate ao crime organizado, inclusive com o reforço da Operação Lava Jato, que vem sendo enfraquecida frente ao baixo número de servidores disponíveis.

A própria meta nº 16, divulgada no mês de janeiro do corrente ano, aponta que, já nos primeiros 100 dias de governo, o MJSP pretende recompor o efetivo da Operação Lava Jato. A convocação de todos os aprovados, neste diapasão, só corrobora a proposta de recomposição do defasado quadro funcional.

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