Placebo: moradores de rua eram “laranjas” em esquema que gerou prejuízo de R$ 197 milhões

Moradores de rua e carroceiros foram usados como “laranjas” pela quadrilha de distribuição de medicamentos desbaratada durante a Operação Placebo, deflagrada no começo desta semana em Alagoas, Bahia e Sergipe. A informação foi repassada à imprensa nesta sexta-feira (20), durante uma coletiva à imprensa, na sede do Ministério Público de Alagoas.

Representantes do Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos (Gaesf) do MP relataram que, para lavar o dinheiro da quadrilha e tentar escapar das fiscalizações, os acusados pagavam pelos dados pessoais e assinaturas de moradores de rua e carroceiros.

Durante a coletiva também foi comprovado o envolvimento de servidores públicos no esquema criminoso que lesou os cofres públicos em quase R$ 197 milhões em impostos sonegados, multas, juros e correção monetária.

Ao todo, 23 carretas com medicamentos pertencentes a Alagoas e nove veículos de luxo foram apreendidos. O MP aguarda a liberação dos remédios, por parte da 17ª Vara Criminal da Capital, para que eles possam ser distribuídos nas unidades de saúde do Estado.

Dos dez mandados de prisão expedidos, oito foram cumpridos, em Alagoas e em Sergipe. Duas pessoas ainda estão foragidas.

Em Alagoas, foram presos o auditor-fiscal Carlos Antônio Nobre e Silva, os testa-de-ferro Márcio André de Lira e Erasmo Alves da Silva Filho e o contador Benedito Alves dos Santos Júnior. Já em Aracaju, foram detidos os empresários Antônio Monteiro dos Santos, Arnaldo Monteiro dos Santos, Vanessa Veras Ribeiro e Jenisson Paulino da Silva Ribeiro.

Em Feira de Santana, interior da Bahia, havia mandados de prisão em desfavor das empresárias Maria Edenilce Monteiro dos Santos e a filha dela, Sílvia Santos Borges, que estão foragidas.

Das 30 empresas investigadas suspeitas de participação na organização criminosa, dos 26 sócios, dez eram “laranjas”.

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