Rachaduras no Bairro Pinheiro: Flávio Moreno diz que centenas de famílias já foram removidas, o Governo Bolsonaro pede agilidade na apuração da causa, mas a colaboração internacional pode ser necessária

O Policial Federal Flávio Moreno, concorda com o geólogo Thales Sampaio, do Serviço Geológico Nacional, que admitiu a possibilidade de pedir ajuda a especialistas de outros países caso não sejam identificadas as causas das rachaduras no bairro do Pinheiro, em Maceió.

Thales, diz que o fenômeno é muito complexo e exige cautela por parte dos profissionais atuantes na força-tarefa, quanto à descoberta de possíveis motivos para o afundamento na região. Ele afirma ainda que não é possível saber se há uma grande cratera no bairro.

“Não posso dizer nada além disso, pois pode haver ou não. O posicionamento atual da equipe de geologia é de que não existe essa grande abertura, mas estamos nos estudos”, destacou Thiago.

Moreno, que é presidente do PSL de Alagoas disse que é preocupante a situação e pede agilidade na apuração da causa, além da possível colaboração internacional, abertura do sigilo das informações, inclusive com a chamada da Brasken que por muitos anos retirou sal gema da região. Estamos levando mais essa demanda ao Governo Federal. Esse fenômeno nunca existiu em lugar nenhum do país, nos últimos anos. A UFRN aponta 3 possíveis motivos para a causa, mas as investigações vão continuar.

Existem 6700 imóveis no Pinheiro e 21 mil moradores, mas nem todos deverão precisar deixar suas casas. A Brasken suspendeu a extração do sal gema na região há alguns meses.

 

Segundo a Defesa Civil Municipal, 777 imóveis no bairro estão na área vermelha, considerada mais crítica, e 50% das famílias que moram nesses locais já foram retiradas.

“A Defesa Civil Municipal informa que o valor padrão destinado pela União a esta finalidade é de aproximadamente R$ 450. No entanto, com base em dados do censo que levantou a média social e de renda per capita das famílias, a Defesa Civil solicitou que o benefício seja de R$ 1 mil”, diz nota encaminhada pelo órgão.

Um relatório do Serviço Geológico Nacional alerta para a necessidade da criação de um plano de emergência para um eventual esvaziamento emergencial do bairro.

Na quarta (16), o Ministério Público Federal (MPF) disse que estuda a possibilidade da quebra de sigilo nas investigações sobre as rachaduras do bairro do Pinheiro.

Segundo a Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República, Bolsonaro determinou no dia 11, que o Governo Federal adote as ações necessárias para agilizar a identificação do fenômeno que tem provocado o surgimento de rachaduras em imóveis e vias públicas do Pinheiro. O Presidente determinou ainda o encaminhamento das medidas para a resolução do problema.

Participaram da reunião, em Brasília, os ministros da Casa Civil, Ônix Lorenzoni, Gustavo Canuto, do Desenvolvimento Regional, almirante Bento Albuquerque, de Minas e Energia, general Fernando Azevedo e Silva, da Defesa, general Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e Gustavo Bebianno, da Secretaria Geral.

O Ministério Público Estadual (MPE), por meio da 66ª Promotoria de Justiça da Capital, emitiu recomendação ao Governo de Alagoas e à Prefeitura de Maceió, em 14/06/2018, para que ambos adotem as medidas necessárias recomendadas pelo Serviço de Geologia do Brasil e o Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, para detectar as possíveis causas das rachaduras que surgiram no bairro do Pinheiro, em fevereiro deste ano.

Segundo o texto apresentado pelo promotor na publicação no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (14), o relatório apontou três possíveis hipóteses:

a) De um suposto carreamento de sedimentos em camada arenosa, situada a aproximadamente 30 m (??) de profundidade, e atualmente utilizada para escoar os inúmeros sumidouros instalados por toda cidade. O carreamento de areia nesta camada seria intensamente potencializado durante eventos pluviais mais intensos;

b) Os lineamentos mapeados poderiam estar delimitando uma dolina gerada pelo abatimento do teto de cavernas de produção de sal;

c) O Bairro do Pinheiro estaria localizado em uma área tectonicamente ativa e atualmente mostraria uma tendência à subsidência (afundamento)

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