Sou um campo de batalha.

 

Uma nova guerra, típica do século 21, surgiu tímida e de forma silenciosa nas redes sociais, ganhou cada vez mais adeptos ao longo dos últimos dois anos e explodiu com toda força ao longo de 2017, principalmente sob a influência de uma classe média engajada. Estou falando da exploração bem sucedida do ciberespaço como arena política, onde as armas virtuais podem determinar quem ganha a batalha…O processo inclui a união de pessoas com o mesmo propósito, que pregam do apoio à intervenção militar à gritaria no caso da prisão de Lula. Depende, apenas, do pensamento político do grupo. Conforme crescem os integrantes de cada comunidade virtual, crescem também os ânimos e a intensificação das postagens. O que antes precisava ser feito de forma presencial, agora pode ser organizado com somente alguns “cliques” e pronto. A semente de uma propaganda e a preparação psicológica para participar de uma manifestação de rua estão inseridas nesse processo. Esse, em resumo, tem sido o caso brasileiro de luta dos cidadãos por seus anseios, travada por atores estatais e não-estatais, sempre em busca de legitimidade e de influência sobre os públicos envolvidos na questão. A ideia é convencer mais gente a aderir ao objetivo comum, dissuadir os opositores, pressionar e impressionar. A internet favorece abordagens de todos os tipos, pode empregar toda a gama de informação ou de desinformação, de modo a desgastar de um adversário, minar o poder, influenciar vontades coletivas, entre outras opções.

Por que estou falando sobre o fenômeno das redes sociais? Por um motivo bem simples. Como cidadãos comuns conseguiram ganhar maior protagonismo político, esse fato começou a incomodar autoridades e políticos poderosos. Também tornou a manipulação feita por pessoas mal intencionadas e inescrupulosas mais fácil de ser desmascarada. O resultado? Muitas páginas das redes sociais passaram a “cair” uma atrás da outra, uma forma de censura velada por parte de provedores conhecidos e contra os quais nada se pode fazer. Também há casos de sites que atingem grande popularidade serem ‘vítimas” de guerra política ideológica de grupos poderosos ou até mesmo de piratas da internet que ganham a vida dessa maneira: derrubam sua página e depois pedem um resgate para a colocar de volta. O mundo virtual está em guerra! Os robôs para podem alavancar o seu perfil ou mesmo queimar a sua reputação. E aqueles que são queimados, ardem como nas inquisições e dificilmente resgatam a posição honrada de antes. Não interessa se ficar comprovada uma injustiça. O editor da página derrubada perde seus contatos, suas curtidas, seus seguidores…

Ao denunciar um conteúdo no Facebook por exemplo, o usuário tem uma série de opções para justificar a ação: “Simplesmente não gostei”, “Está me assediando ou assediando um conhecido”, “Acredito que não deveria estar no Facebook”, “É uma fraude” ou “Acredito fazer uso não autorizado da minha propriedade intelectual”. A denúncia segue para o setor de “Operações do Utilizador”, responsável por estas questões, onde as justificativas servem como filtros que determinam a equipe de funcionários que analisarão o conteúdo – existem funcionários espalhados pelo mundo inteiro, 24h por dia, sete dias por semana. Se o conteúdo carlosdenunciado ferir os termos de uso do Facebook, a página pode ser removida do ar.

Tanto a primeira emenda da Constituição americana quanto o insculpido no art. 5º, IX, da Constituição brasileira garantem o direito de liberdade de expressão. Mas nada disso na prática interessa. O que existe hoje  é uma decisão unilateral movida por políticas de “comportamento social nas redes” ditadas pelas organizações internacionais que mal disfarçam o seu viés ideológico. Os provedores devem retirar páginas com conteúdo ofensivo do ar, sim senhor! Mas não são apenas essas páginas que estão sendo tiradas de circulação. Várias web páginas com conteúdo considerado de “direita” ou conservador vêm sendo sistematicamente retiradas do ar pelo Facebook, por exemplo. Por vezes, os administradores ficam bloqueados de realizar postagens também. Como se a pessoa deixasse de existir no mundo virtual. No início, as pessoas não sabiam o que fazer para reverter essa situação. Agora, já perceberam que um viés de esquerda orienta essa retirada do ar de páginas que possuem conteúdo adequado e resolveram não se calar e denunciar o abuso. Que o bom senso prevaleça!

Termino citando Sun Tzu “A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”.

 

 

 

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